quarta-feira, 22 de maio de 2013

Já não devera dizer

As palavras, objetos tão aquém
Um turvo entalo sufocante,
Corresponde aquelas imagens
Um afago, um gesto imundo
Das carícias insanas

As considero assim
Depois daquelas que
Desfizeram o desfeito...
Pedaço errado, incompleto e inconstante
Instante marcado dos ares irrespiráveis...

Torna o eterno a animosidade
Advinda de outrora
Olhos fechados, recusara hostilidade,
Precediam graduante consternação
Imposta aos segundos, séculos torturantes

Tortura e atenuante
Até as faltar-te, por conseguinte
Honestas e encobertas, debaixo
Da máscara soberba, longe da ousadia
De rasgar a vontade do não incidir...

Postas aquelas maquiadas
Únicas, solenes malditas e tristes
Preservando oculto o grito
Prolonga e tenta não acolher
O acaso esperado, abriga e destrói

Vagar até absorver o incontido
Especulações que não denunciam porquês
Impostas ao aceitável inaceitável
O limite sessa, visto uma torrente e
Cai a máscara, fora aos braços a procura de alívio.
(Poema de Ana Lísia)

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