As palavras, objetos tão aquém
Um turvo entalo sufocante,
Corresponde aquelas imagens
Um afago, um gesto imundo
Das carícias insanas
As considero assim
Depois daquelas que
Desfizeram o desfeito...
Pedaço errado, incompleto e inconstante
Instante marcado dos ares irrespiráveis...
Torna o eterno a animosidade
Advinda de outrora
Olhos fechados, recusara hostilidade,
Precediam graduante consternação
Imposta aos segundos, séculos torturantes
Tortura e atenuante
Até as faltar-te, por conseguinte
Honestas e encobertas, debaixo
Da máscara soberba, longe da ousadia
De rasgar a vontade do não incidir...
Postas aquelas maquiadas
Únicas, solenes malditas e tristes
Preservando oculto o grito
Prolonga e tenta não acolher
O acaso esperado, abriga e destrói
Vagar até absorver o incontido
Especulações que não denunciam porquês
Impostas ao aceitável inaceitável
O limite sessa, visto uma torrente e
Cai a máscara, fora aos braços a procura de alívio.
(Poema de Ana Lísia)
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