Porque a vida pra
mim murchou?
Será que não
tenho nem o direito
De sofrer um
pouco por amor?
E quem diria que
essa alma inebriante,
Sedutora, com um
olhar quase falaz,
Deixaria alguém
tão confiante
Mas, que de
enganar ainda fosse capaz?
Mulher, que
divertia e iludia
Que um dia ainda
dormiu no braço meu.
Cuspiu na doce
taça em que bebia
De alguém que
morreria por um beijo teu.
E eu que ao tocar
nesses lábios
Delirava além da
própria loucura,
Permito-me hoje
sangrar lentamente
Por me roubarem o
sonho e a ternura.
Reconheço até
minha lânguida insensatez
De alimentar essa
dor que me consome,
Por permitir em
meu corpo a frigidez
De ainda ousar
dizer teu nome.
Serão teus atos
pro seu bel-prazer
De lançar tantas
mágoas assim?
Mentiu que me
amava ao dizer
Que derramaria
uma lágrima por mim?
E ainda questiona
a página rasgada
De um sentimento
que enfim feneceu.
Digo em toda a
verdade concisa
Que tua pessoa
pra mim já morreu.
E não quero mais
reter lembranças!
De ti não quero
nenhum rumor!
Não vou te
amaldiçoar por isso.
Amaldiçoo apenas
o meu amor.

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