Essa
noite, meu sonho simples e livre pôde voar.
Onde
ser humano era apenas ser.
Sem parecer.
Sem
rótulos.
Sem classificações.
Sem adjetivos.
Porque,
todos somos sujeitos simples tentando ser sujeito composto.
Tentando
agregar todos os recursos, todos os direitos, toda fala.
Pois,
na minha síntese, a sociedade seria um verbo.
Um
verbo transitivo, carente de complemento, de um apêndice.
Um
verbo simples de conjugação, adjunto a tudo.
Tudo
desvinculado da segregação. Juntando sujeito e objeto
Com
uma única pretensão: Aplacar a rigidez de uma civilização.
Onde
respeito e afeto afetam cada singular. Há junção de condição.
Há
condição. Há condução. Conduz e condiz com a afeição.
Onde
prenúncios e preconceitos são tão fortes quanto papelão.
Nós
subvertemos os julgamentos. Reciclamos a inclusão.
A
inclusão do ser, do indivíduo, da criatura, do sujeito.
Onde
a beleza da diferença torna o mundo mais dinâmico.
E,
ao mesmo tempo, torna todo mundo igual. Na diferença.
E
se o pretérito já não foi tão singelo, por que não rever o presente
E
inserir todos na primeira pessoa do plural?
Assim,
talvez, tenhamos um futuro mais que perfeito.
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