quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Medo


(De minha amiga Ana Lísia)

Quando menos espera-se
Vejo-me em um verdadeiro desatino
Em que não se pode mais saber o que pensar.
Mediante a uma espécie de loucura
Proponho-me a refletir.

Estas advindas das minhas dúvidas
Faz-me enxergar bem de perto o medo
Este, por sua vez, inescrupuloso
Joga-me a verdade sem piedade alguma.

E espero que assim o faça.
Ao mesmo tempo que procuro ignorá-lo
Prefiro... Já que não se restam alternativas
Escondendo os anseios
Fingindo, fugindo do que atormenta.

Ainda quero que sejam diferenças.
Mas ele me mostra as divergências
Imponho segredo
Que guardo dentro de mim
Escondidos em gestos, olhares e toques.

E ainda tão contidos
Deixo-os florescer
Mesmo pela incerteza do eterno
E ainda da verdade inescrupulosa
Momentaneamente loucura. Mas prefiro...

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